Carol, excelente texto. Chama a atenção para um assunto que a geração de 1960, muito patriarcal, não considerava importante. Pelo contrário, capacidade , inteligência, ética e muito trabalho determinariam a evolução pessoal e profissional . Hoje, uma certa "superficialidade" como beleza e comunicação rasa , mas de efeito, assumem um papel importante nos negócios. Nem falarei sobre a ética. Essa está desaparecida no mundo do cada um por si.
William, acho que o capital erótico contribuiu de forma diferente para cada gênero. A conversa é longa se pegarmos essa estrada. Mas fato é que ele ajuda a todos os gêneros, ainda que de forma inconsciente. O importante é se perguntar quem define o que é apreciado?
Sou de uma geração familiar em que apenas uma das minhas tias foi trabalhar no mercado formal, todas as demais (maioria mulheres na família da minha mãe) foram para as "profissões de mulher" da época (faxina, cozinha, unha...). O auto-cuidado e a manutenção deste capital (que acabo de conhecer) nunca foi visto com bons olhos, era supérfluo, bobagem, coisa de quem queria aparecer e estava desocupada. Aprendi assim, hoje entendo que imagem é importante, mas tudo isso gerou uma baita barreira...
Olá, Carol! Como sempre, textos de alto impacto! Se a mulher não tem o capital erótico e social, somente o intelectual, como conseguir chegar lá? Sou intelgente pra caramba, mas também introvertida, com TDAH, sem atrativo físico e sem paciência pro jogo do network e pra criar uma persona atraente nas redes sociais. Além da idade (61), que por si só já me deixa no banco do reserva. Emfim, como consigo vencer essas barreiras, ou pelo menos compensar?
Marcia, todo mundo tem capital erótico (lembre-se que não estamos falando apenas de características físicas!). O nível desse capital e como manejá-lo é o que pode fazer a diferença. O capital erótico não é a bala de prata pra ter sucesso, mas ele contribui, especialmente em atividades que demandam socialização. Além disso, como eu falo no texto, existem outros tipos de capital que contribuem para ascensão financeira, incluindo o capital cultural! A primeira barreira que vc parece ter que vencer é a de autoconfiança! E isso exige “terapia de exposição” ou escolher meios de se comunicar que não precisem necessariamente da sua imagem (substack é um deles!).
Carol, excelente texto. Chama a atenção para um assunto que a geração de 1960, muito patriarcal, não considerava importante. Pelo contrário, capacidade , inteligência, ética e muito trabalho determinariam a evolução pessoal e profissional . Hoje, uma certa "superficialidade" como beleza e comunicação rasa , mas de efeito, assumem um papel importante nos negócios. Nem falarei sobre a ética. Essa está desaparecida no mundo do cada um por si.
William, acho que o capital erótico contribuiu de forma diferente para cada gênero. A conversa é longa se pegarmos essa estrada. Mas fato é que ele ajuda a todos os gêneros, ainda que de forma inconsciente. O importante é se perguntar quem define o que é apreciado?
Verdade. Aí teremos que voltar às origens. Chamemos um antropólogo ...rrsrsrsrs.
no livro que eu citei da Thais Farage e Mayra Cotta tem a parte histórica sobre a questão estética e relacionada à roupa. Muito interessante!
Carol, obrigado. Anotei a indicação do livro que indicou no texto e anotaria mais esses. Obrigado.
Sou de uma geração familiar em que apenas uma das minhas tias foi trabalhar no mercado formal, todas as demais (maioria mulheres na família da minha mãe) foram para as "profissões de mulher" da época (faxina, cozinha, unha...). O auto-cuidado e a manutenção deste capital (que acabo de conhecer) nunca foi visto com bons olhos, era supérfluo, bobagem, coisa de quem queria aparecer e estava desocupada. Aprendi assim, hoje entendo que imagem é importante, mas tudo isso gerou uma baita barreira...
Ainda é jovem pra usar isso a seu favor, sem esquecer do gosto pessoal e de qual imagem vc quer se apropriar
Olá, Carol! Como sempre, textos de alto impacto! Se a mulher não tem o capital erótico e social, somente o intelectual, como conseguir chegar lá? Sou intelgente pra caramba, mas também introvertida, com TDAH, sem atrativo físico e sem paciência pro jogo do network e pra criar uma persona atraente nas redes sociais. Além da idade (61), que por si só já me deixa no banco do reserva. Emfim, como consigo vencer essas barreiras, ou pelo menos compensar?
Marcia, todo mundo tem capital erótico (lembre-se que não estamos falando apenas de características físicas!). O nível desse capital e como manejá-lo é o que pode fazer a diferença. O capital erótico não é a bala de prata pra ter sucesso, mas ele contribui, especialmente em atividades que demandam socialização. Além disso, como eu falo no texto, existem outros tipos de capital que contribuem para ascensão financeira, incluindo o capital cultural! A primeira barreira que vc parece ter que vencer é a de autoconfiança! E isso exige “terapia de exposição” ou escolher meios de se comunicar que não precisem necessariamente da sua imagem (substack é um deles!).